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Fundo Verde do Clima deve finalizar primeira capitalização em 2014

A nova diretora executiva do Fundo Verde do Clima (GCF, em inglês), Hela Cheikhrouhou, disse à Bloomberg que a tão esperada primeira fase de captação de recursos deve ser finalizada em meados do ano que vem.

“O cenário desejável é que em algum momento do terceiro trimestre de 2014 nós concluíssemos com sucesso o que estamos chamando de processo ad-hoc de compromissos, o equivalente ao primeiro fechamento financeiro”, disse Hela Cheikhrouhou.

O GCF é tido pela comunidade internacional como essencial para suprir as brechas de ausência dos trilhões em recursos financeiros necessários às ações de mitigação e adaptação às mudanças do clima (Leia mais).

Um instrumento multilateral criado durante a convenção do clima de 2010, o GCF visa contribuir significativamente nos esforços globais para limitar o aumento das temperaturas em 2º Celsius ao fornecer apoio a países em desenvolvimento na mitigação das emissões de gases do efeito estufa e adaptação aos impactos das mudanças climáticas.

Durante a convenção do clima de 2010, os países desenvolvidos presentes se comprometeram em repassar US$ 100 bilhões ao ano para os mais pobres. Porém, até 30 de junho, o total de recursos prometidos ao GCF era de US$ 9 milhões, sendo que dez contribuintes haviam desembolsado US$ 7,55 milhões – que serão empregados basicamente no funcionamento do próprio fundo.

Conforme o relatório financeiro do GCF, a Coréia do Sul foi o país que mais contribuiu, seguida da Alemanha, Reino Unido e Suécia (Figura: contribuições até 30 junho de 2013 – em milhares).

Cheikhrouhou, tunisiana, assumiu o cargo de diretora executiva do GCF há menos de duas semanas e se prepara para deixar o escritório provisório em Bonn (Alemanha) para inaugurar a sede oficial do fundo em Songdo, Coréia do Sul.

Ela trabalhará junto à diretoria do fundo para estabelecê-lo como o principal instrumento de financiamento para ações voltadas às mudanças climáticas em países em desenvolvimento.

Evolução do fundo

No final de junho, o comitê gestor do fundo se reuniu em Songdo e avançou em uma série de medidas necessárias para a sua operacionalização, como a elaboração de termos e critérios para subsídios e empréstimos, a estruturação de procedimentos para acreditação de entidades implementadoras e intermediários e abertura do processo de nomeação de autoridades nacionais designadas.

O comitê também discutiu um instrumento direcionado ao setor privado, que lidará com as barreiras que o segmento encontra para investir em atividades de adaptação e mitigação.

A próxima reunião do comitê será entre 08 e 10 de outubro em Paris, França.

Por: Fernanda B. Muller
Fonte: Carbono Brasil 

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