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Banqueiros não negociam e trabalhadores radicalizam a greve

Bancos de todo o Brasil estão parados. São quase 11 mil agências em greve nos 26 estados e Distrito Federal, mostrando que a categoria está se unindo em torno de reivindicações por melhores salários e condições de trabalho. A greve nacional dos bancários está em sua terceira semana. Greves e manifestações como estas estão sendo vistas em quase todo o país, em especial desde junho deste ano, quando a população tomou as ruas exigindo mudanças substanciais ligadas, em especial, a temas como política e economia.

“Este é um momento de luta muito importante para a categoria bancária. Tudo o que foi conseguido por estes trabalhadores foi fruto de muito trabalho e reivindicação. Agora os bancários estão querendo discutir não só melhores salários, mas também condições dignas de trabalho, como o fim das metas abusivas e do assédio moral”, explicou Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-Cut).

Olhando a greve dos bancários como parte das reivindicações que acontecem no Brasil desde junho, Cordeiro destacou ainda que é preciso lutar pela distribuição de renda – já que o Brasil tem a segunda pior distribuição de renda do mundo – e mudar as condições de trabalho de profissionais de diversas categorias.

A greve entrou ontem em sua terceira semana e não há indícios de que deve chegar ao fim em breve. Cordeiro informou que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) fechou todos os canais de comunicação, mesmo sabendo que a categoria não quer discutir apenas a questão salarial, mas uma variedade de outros temas.

“A única saída que vemos diante deste posicionamento é a continuidade e ampliação da greve”. Esta mobilização está tendo uma adesão mais forte a cada dia, prova disso é que já são quase 11 mil bancos paralisados. Só não temos informações precisas das agências mais afastadas, nos interiores, mas sabemos que a mobilização já atingiu mais da metade das agências do país. Cremos que é a maior greve dos últimos dez anos”, apontou.

Entre as pautas de reivindicação estão reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação); piso de R$ 2.860,21; melhores condições de trabalho, com o fim de metas abusivas; Plano de Cargos, Carreiras e Salários para todos os bancários; fim das demissões; mais contratações; prevenção contra assaltos e sequestros, além de igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

Por: Natasha Pitts
Fonte: Adital

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