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Mudanças climáticas podem custar à União Europeia €190 bi e 200 mil vidas

Apenas alguns dias após a publicação de um relatório que afirma que os Estados Unidos podem ter um prejuízo de bilhões de dólares devido aos efeitos das alterações no clima, a União Europeia apresentou um documento semelhante, estimando as perdas do bloco por causa do aquecimento global.

A segunda Projeção dos Impactos Econômicos das Mudanças Climáticas nos Setores de Análise da UE (PESETA II), lançada nesta quarta-feira (25), calcula que as mudanças climáticas resultarão em uma perda de cerca de 200 mil vidas e em um custo de pelo menos €190 bilhões nos próximos 70 anos.

Os resultados foram estimados de acordo com o que pode acontecer à Europa se nenhuma ação for tomada para controlar o aquecimento global e o aumento das temperaturas chegar a 3,5 graus Celsius, o que é projetado para acontecer até 2100 em um cenário business-as-usual (se nada for feito).

O estudo dividiu a União Europeia em cinco regiões, e os pesquisadores descobriram que a Europa sul e central – que inclui Espanha, França, Grécia, Hungria, Itália e Portugal – será a região mais afetada, enquanto o norte europeu deve sofrer menos.

Contudo, os impactos secundários devem afetar todo o bloco, já que, por exemplo, os prejuízos agrícolas nas regiões do sul serão sentidos por todos os países que importam alimentos dessas áreas.

A perda de pelo menos €190 bilhões significa nada menos do que 1,8% do atual produto interno bruto (PIB) da União Europeia, enquanto que as 200 mil mortes serão provocadas principalmente por ondas de calor e enchentes. Já o número de pessoas afetadas pelo aumento do nível do mar deve triplicar.

Outro dano que deve ser causado pelas mudanças climáticas no bloco é a diminuição da área florestal devido a incêndios. O relatório estipula que aproximadamente oito mil quilômetros quadrados de floresta podem ser queimados no sul da Europa, já que se espera que o número de eventos climáticos extremos dobre em frequência.

Entretanto, em um panorama mais positivo, com o aquecimento global sendo mantido em dois graus Celsius, os impactos podem ser reduzidos em 30%, com uma diminuição de 23 mil mortes.

“Não agir é claramente a solução mais cara de todas. Por que pagar pelos danos quando podemos investir na redução de nossos impactos climáticos e em nos tornarmos uma economia de baixo carbono competitiva?”, questionou Connie Hedegaard, comissária climática da UE, no release sobre a pesquisa.

“Agir e tomar uma decisão sobre a estrutura climática e energética para 2030 tornará a Europa pronta para a luta contra as mudanças climáticas”, concluiu Hedegaard.

Por: Jéssica Lipinski
Fonte: Carbono Brasil 

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