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Itamaraty espera que rascunho de acordo global de clima saia na COP 20

Brasil participará de conferência da ONU sobre mudanças climáticas. Países precisam fechar até 2015 um acordo com metas.

O embaixador José Antonio de Carvalho, negociador-chefe do Brasil na Conferência do Clima da ONU (COP 20), que acontecerá em Lima, no Peru, afirmou nesta quinta-feira (27), em Brasília, que a expectativa para a reunião é de que dela saia o rascunho do novo acordo mundial sobre mudanças climáticas que precisará ser concuído em 2015. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a conferência é “absolutamente fundamental para concluir acordo”.

“O nosso objetivo é que se avance na definição desses elementos do acordo e nós tenhamos as condições de ter um rascunho já para o início do ano que vem”, afirmou o também subsecretário-geral de meio ambiente, energia, ciência e tecnologia do Itamaraty.

A conferência começa na próxima segunda-feira (1º) e vai até o dia 12 de dezembro no Peru. É a última conferência climática (depois ainda acontecem reuniões intermediárias) para que os mais de 190 países envolvidos cheguem, finalmente, após anos de negociações, a um acordo sobre a redução das emissões de gases-estufa em novembro do ano que vem, em Paris, que entrará entre em vigor a partir de 2020, tal como definido em cúpula de 2013, em Varsóvia, na Polônia.

Diferenciação

Um dos pontos defendidos pela equipe do Itamaraty é de que seja mantida a diferenciação entre as obrigações de diminuição de emissão de gases dos países desenvolvidos (anexo I) e dos em desenvolvimento (anexo II). Alguns países do primeiro grupo defendem que as metas de redução sejam equiparadas, enquanto as nações menos ricas sustentam que devem ter menos obrigações porque, historicamente, contribuíram menos para as mudanças climáticas.

O embaixador José Antonio de Carvalho afirmou que a equipe brasileira trabalha para que os países desenvolvidos cumpram o Protocolo de Kyoto – assinado em 1997 e que foi prorrogado até o ano de 2020 – que obriga essas nações a reduzir suas emissões em 5,2%, entre 2008 e 2012, em relação aos níveis de 1990.

“O que nós estamos hoje trabalhando é justamente no sentido de como superar essas dificuldades da diferenciação […] [a ideia] prevê uma diferenciação concêntrica e que no centro esteja a obrigação dos países desenvolvidos e que em outros círculos a dos países em desenvolvimento”, explicou.

Segundo ele, o Brasil vem apresentando bons números que refletem e contribuem para a redução dos gases-estufa, mesmo não tendo uma obrigação estipulada pelo protocolo de diminuir as emissões. O embaixador citou o número divulgado pelo governo federal nesta quarta (26), de que o desmatamento da Amazônia Legal caiu 18% em um ano, como argumento para a posição.

“Ações voluntárias nossas têm representado muito mais resultado do que o que tem sido feito pelos demais países, justamente aqueles que tem a obrigatoriedade nas ações […] O Brasil tem hoje metas voluntárias e tem um enorme resultado na redução das emissões, ontem tivemos o anúncio da redução do desmatamento”.

O Itamaraty frisou que o acordo que será produzido não se restringe somente à redução da emissão de gases estufa, mas abrange uma série de fatores relacionados às mudanças climáticas.

Fonte: G1

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