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Uma revolução energética

Edição internacional de estudo do Greenpeace mostra como atingir 100% de energia renovável para todos em 35 anos

Wind power facility in the "Westerwald" run by the 'Fuhrlaender AG' together with local energy supplier KEVAG. twelve wind turbines, each producing 1,5 MW. Auf der Fuchskaute, Hoher Westerwald, mit 657 Meter die hoechste Erhebung im Westerwald und beliebtes Ausflugsziel fuer Touristen, Wanderer,  hat die Fuhrlaender AG zusammen mit dem regionalen Energieversorger KEVAG 12 Windkraftanlagen mit jeweils 1, 5 MW Megawatt Leistung errichtet. Margariten/ Blumen im Vordergrund.

Wind power facility in the “Westerwald” run by the ‘Fuhrlaender AG’ together with local energy supplier KEVAG. twelve wind turbines, each producing 1,5 MW.
Auf der Fuchskaute, Hoher Westerwald, mit 657 Meter die hoechste Erhebung im Westerwald und beliebtes Ausflugsziel fuer Touristen, Wanderer, hat die Fuhrlaender AG zusammen mit dem regionalen Energieversorger KEVAG 12 Windkraftanlagen mit jeweils 1, 5 MW Megawatt Leistung errichtet. Margariten/ Blumen im Vordergrund.

Você consegue calcular um preço para a saúde ou o valor de viver em uma planeta mais limpo e justo? Os custos de um mundo 100% movido a energia renovável para todos podem até ser altos, mas a economia é ainda maior – sem falar nos benefícios. Essa transição energética é uma revolução que significa qualidade de vida, saúde, educação e um planeta mais pacífico.

O relatório global “[R]evolução Energética 2015: Como Atingir 100% de Energias Renováveis para Todos até 2050”, lançado mundialmente nesta segunda-feira (21/09) pelo Greenpeace Internacional, mostra como essa transformação é possível, quanto custaria e quais seriam seus impactos nos empregos do setor energético.

O cenário apresentado pelo estudo conclui que os investimentos necessários para o mundo conquistar uma geração de eletricidade 100% renovável poderiam ser mais do que cobertos pela economia advinda do desinvestimento no uso de combustíveis fósseis, como o petróleo, cada vez mais caros (e poluentes). As energias renováveis devem exigir um investimento adicional médio de cerca de US$ 1,03 trilhão por ano até 2050. Mas, no mesmo período, seria possível economizar cerca de US$ 1,07 trilhão anualmente evitando a queima de combustíveis fósseis nas usinas térmicas. Ou seja, sobraria dinheiro – e o ponto de virada, em que um valor seria coberto pelo outro, ocorreria entre 2025 e 2030.

Segundo Sven Teske, coordenador geral do relatório, “as indústrias de energia solar e eólica amadureceram e já são economicamente competitivas para concorrer com o carvão, sendo muito provável que essas fontes ultrapassem a indústria do carvão ao longo da próxima década, no que diz respeito a empregos e fornecimento de energia”.

É o que comprova a nova edição internacional de [R]evolução Energética. O documento indica que, até 2020, a geração de empregos da indústria petrolífera brasileira (4,16 milhões, segundo a Agência Internacional de Energia) seria ultrapassada pela criação de postos de trabalhos na indústria solar (que chegariam a 6,69 milhões) e eólica (4,22 milhões). Mais que isso: até 2030, a indústria de painéis solares fotovoltaicos poderia alcançar 9,7 milhões de empregos – dez vezes a quantidade atual do setor –, e a indústria eólica atingiria um total de 7,8 milhões de postos de trabalho.

Tendo isso em vista, Teske afirma que “a indústria dos combustíveis fósseis tem a responsabilidade de se preparar para essas mudanças no mercado de trabalho; e os governos precisam administrar o desmonte dessa indústria, que caminha rapidamente rumo à irrelevância”. Para ele, “cada dólar investido em novos projetos de combustíveis fósseis representa um capital de alto risco e pode se transformar em um recurso perdido”.

Ainda de acordo com o estudo, em apenas 15 anos, a participação das energias renováveis na geração de eletricidade poderia triplicar, saindo dos 21% atuais para 64%. Ou seja: quase dois terços do fornecimento global de eletricidade poderiam vir de fontes renováveis, como solar, eólica e biomassa. Com isso, mesmo diante do desenvolvimento acelerado de países como Brasil, China e Índia, as emissões globais de CO2 poderiam cair das atuais 30 gigatoneladas por ano para 20 gigatoneladas por ano até 2030.

Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace, afirma que “não podemos deixar que o lobby da indústria dos combustíveis fósseis seja obstáculo para a mudança rumo às energias renováveis, que representam a maneira mais eficiente e justa de garantir um futuro energético limpo e seguro – e oferecem um retorno que supera os investimentos necessários”. E complementa: “Peço a todos que dizem ‘isso é impossível’ que leiam esse relatório e reconheçam que é possível, precisa acontecer e trará benefícios para todos.”

A Conferência do Clima de Paris (COP21), que ocorre em menos de três meses, oferece aos líderes mundiais a oportunidade de tomar medidas necessárias para combater as mudanças climáticas, acelerando a transformação do setor energético mundial para longe dos combustíveis fósseis e em direção a 100% de fontes renováveis até meados do século.

“No cenário estabelecido pelo Greenpeace, o acordo climático assinado em Paris deve apresentar uma visão de longo prazo para o encerramento gradual da energia produzida por meio de carvão, petróleo, gás e usinas nucleares até meados do século, atingindo a meta de 100% de fontes renováveis com acesso a energia para todos”, acrescenta Naidoo.

Essa nova edição internacional do relatório [R]evolução Energética é mais uma prova de que não existem grandes barreiras econômicas ou técnicas para essa transição ser tornar realidade até 2050. Só é necessário desejo político para fazer a mudança.

[R]evolução Energética 2015 (internacional) – relatório completo

[R]evolução Energética 2015 (internacional) – sumário executivo

[R]evolução Energética 2015 (internacional) – mensagens-chave

Fonte: Greenpeace Brasil

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