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Produto vindo da Austrália promete despoluir águas

Experimento com amostra de água da Lagoa Rodrigo de Freitas (RJ) reduziu até 75% as bactérias ruins e eliminou os coliformes a níveis próximos de zero

O The Water Cleanser, tecnologia australiana que despolui águas, chegou ao Brasil por meio dos empresários Joel de Oliveira e Luís Magalhães. O produto, já aprovado em mais de 15 países, está sendo testado na Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, em tanques contendo amostras de água da Lagoa Rodrigo de Freitas.

Em sete semanas de testes, o TWC melhorou a qualidade da água rapidamente, eliminando em 75% as bactérias ruins presentes na água e reduzindo os coliformes a níveis próximos de zero. O experimento também conta com o apoio de pesquisadores da Universidade Curtin, da Austrália.

Os testes começaram em fevereiro deste ano após divulgação do relatório do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que identificou altos níveis de bactérias prejudiciais ao meio ambiente na Lagoa Rodrigo de Freitas, chegando a atingir 2 milhões e 400 mil de coliformes fecais enquanto o índice de normalidade seria de 250 mil.

Segundo Joel, representante da tecnologia no Brasil, o produto já tem 11 anos de mercado e patente mundial há cinco anos. A inovação já foi utilizada para solucionar problemas de água em países onde as regras ambientais são bastante rígidas, como Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Myanmar, México e Tailândia. O representante comentou que a intenção é oferecer o produto para órgãos governamentais e indústrias que usam muita água em seus processos, como a de papel e cervejaria, e também as que necessitam de tecnologia para tratamento de esgoto como, por exemplo, o setor de suinocultura e avicultura. Além da nossa ferramenta ter eficácia comprovada, o custo operacional dela chega a ser 30% menor se comparado às soluções existentes no mercado , afirmou Joel.

O experimento também será feito na Lagoa da Conceição, em Florianópolis (SC). Segundo o vereador Ed Pereira, responsável pelo projeto Reviva Lagoa , que busca soluções para despoluir a área, de elevada importância ambiental, social e econômica para a cidade e para o Estado de Santa Catarina, o objetivo do experimento é mostrar para as entidades públicas e para a população que existem soluções viáveis para a despoluição da lagoa. Estávamos estudando colocar aeradores na lagoa, mas nosso custo com manutenção, energia elétrica, e toda a estrutura de segurança acabaria elevando muito o preço , disse Ed

Segundo o vereador, o TWC se mostrou uma excelente alternativa por reduzir todos estes custos. De acordo com Joel, o único custo do TWC é a implementação e a troca da placa a cada 6 meses. Em relação ao custo para implantar o TWC, o representante disse que não é possível abrir o orçamento, uma vez que o valor varia de acordo com o tipo de efluente a ser tratado. Porém, Joel garante que o TWC é hoje o produto mais viável do mercado, ambientalmente e economicamente.

A tecnologia

O TWC é um produto com oligoelementos, microminerais essenciais aos seres vivos, que estimulam as bactérias boas a se reproduzirem de maneira mais rápida, limpando a água poluída. Os pesquisadores já conheciam outras soluções com utilização de bactérias, porém, essa que utiliza produtos naturais e que não coloca bactérias produzidas em laboratório para limpar águas, eles nunca tinham visto , comentou Joel. Após análise físico-química da água, a placa é produzida com as bactérias boas que estão presentes no meio ambiente de onde a inovação será implantada. A barra com os oligoelementos fica imersa na água proliferando as bactérias boas do local e, assim, eliminando a possibilidade de corpo estranho ao ecossistema , disse. Segundo Bruno Meurer, coordenador dos testes na Universidade Santa Úrsula, a placa equilibra o meio ambiente e faz a gestão da poluição. Quando chega o poluente no ambiente aquático, as bactérias ruins começam a se proliferar. O TWC impede isso, fazendo com que as boas se reproduzam e comecem a atuar sobre o ambiente , explicou. Segundo Bruno, o mais relevante do teste foi verificar que o produto não teve impacto sobre os serves vivos e, ao comparar o tanque com o produto e sem o produto, o que estava com o TWC favoreceu o desenvolvimento até a fase adulta do plâncton.

Fonte: DCI

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