Demora em obras de transmissão de energia dobrou em relação ao verificado em 2014
O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou atrasos de até 835 dias em relação ao prazo previsto nos contratos para implantação de sistemas de transmissão que abasteceriam unidades de geração de energia eólica de R$ 184 milhões na Bahia. O resultado dobrou em relação ao de 2014, que apontava 447 dias de atraso e conclusão de obras em abril de 2015.
Quando foi a campo, em maio, o TCU identificou pendências no contrato em instalações em Igaporã (BA). Atrasos desse tipo fazem com que, mesmo quando prontas, as usinas eólicas não possam colocar energia elétrica no sistema, exigindo maior geração de outras fontes.
Segundo a área técnica do TCU, “os prazos definidos para a execução das obras de ampliação do sistema de transmissão de energia elétrica não vêm sendo cumpridos, trazendo prejuízos financeiros e prejudicando o planejamento estratégico do setor elétrico”. O TCU vai ouvir a Chesf em até 15 dias sobre os atrasos nesse lote na Bahia de sistemas de transmissão leiloado em 2012. Em seu voto, o ministro Augusto Sherman Cavalcanti relatou que a equipe de fiscalização do TCU indicou como motivos para os atrasos a mudança de localização de uma subestação, as falhas nos projetos e a inércia dos envolvidos.
CUSTO EXTRA DE R$ 1,8 BILHÃO
O TCU ratificou, ainda, nesta quarta-feira, avaliação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de que os consumidores cativos (residenciais e pequenas empresas) deverão arcar com um custo extra ao ano de R$ 1,8 bilhão em razão de liminar que permitiu que grandes consumidores filiados à Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) não pagassem parte da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) nas contas de luz no ano passado.
Fonte: O Globo






