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Conheça o vencedor do Desafio Solar para Negócios Sociais

Chega ao fim a competição entre universitários com ideias de negócios para democratizar o acesso à energia solar. Os três grupos finalistas apresentaram seus projetos a uma banca de investidores e ganharam prêmios para tirar suas empresas do papel.

São Paulo, 29 de setembro de 2016, premiação dos grupos finalistas  do Desafio solar para modelos de negócios onde a banca examinadora definiu o primeiro, segundo e terceio colocado. (FOTOS: JULIA MORAES / GREENPEACE)

São Paulo, 29 de setembro de 2016, premiação dos grupos finalistas do Desafio solar para modelos de negócios onde a banca examinadora definiu o primeiro, segundo e terceio colocado. (FOTOS: JULIA MORAES / GREENPEACE)

 

José Otávio Bustamante é um brasileiro do interior de Minas Gerais e tem um sonho: expandir o alcance da energia solar fotovoltaica em todo o país. Por isso, ele criou um projeto de empresa chamado Enercred, uma espécie de imobiliária de créditos de energia. A empresa permite que mesmo um cidadão que não tenha placas solares consiga ter sua conta de luz mais barata porque aproveita os créditos de energia produzidos na casa de uma pessoa que tem placas solares. “É como negociar o aluguel de uma casa, mas nesse caso fazemos a transação de energia gerados pelas placas solares”, explica Bustamante.

A cada percentual negociado, uma parte da energia será direcionada a uma família de baixa renda. “Esse modelo permite um ganho a todos os envolvidos, e sobretudo ao país, porque diversifica sua matriz energética, hoje muito dependente de usinas hidrelétricas. Ganha também o meio ambiente, já que a energia solar é totalmente limpa e sustentável”, disse Bárbara Rubim, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

Com essa ideia, José Otávio foi o vencedor do Desafio Solar para Negócios Sociais, que o Greenpeace e a NESsT Brasil lançaram em maio deste ano. No total, mais de 250 projetos foram inscritos. Todos tinham a missão de democratizar o acesso à energia solar por meio de um modelo de negócio que unisse benefícios sociais e ambientais. Ao longo dos meses, eles passaram por encontros, seminários e cursos para aprimorar suas ideias.

A última etapa do Desafio Solar aconteceu em 29 de setembro. E teve a presença de três grupos finalistas que apresentaram seus projetos de negócios sociais para uma banca de investidores. Além de José Otávio, estiveram lá os integrantes dos projetos 818 Energia, segundo colocado, e os da União Solar, na terceira posição.

Apesar de haver um ranking, todos saíram de lá igualmente vitoriosos. Entre os prêmios estavam livros sobre inovação e negócios sociais e horas de consultoria. Com isso, os jovens terão uma ajuda fundamental para tornarem suas empresas realidade.

O escritório Felsberg Advogados, por exemplo, vai oferecer orientação jurídica sobre os aspectos regulatórios e societários para a abertura da empresa. A Agência Trustme falará de marketing e branding para o desenvolvimento do nome e da marca. O tema do desenvolvimento de lideranças ficará por conta de uma equipe de consultores da DeRose For Leaders. Além de tudo isso, a Associação Brasileira de Energia Fotovoltaica (ABSOLAR) deu a todos os grupos a isenção na taxa de adesão e em 6 mensalidades para participação na Associação, uma vez que as empresas estejam formalmente constituídas.

Segundo Rodrigo Sauaia, presidente executivo da ABSOLAR, jovens empreendedores, como todos os que participaram do Desafio Solar, trazem uma perspectiva única para o mundo dos negócios.

José Otávio Bustamante conseguiu, ao longo do Desafio Solar, um investimento inicial para desenvolver seu projeto piloto. Agora, os outros participantes também vão batalhar para concretizar tudo o que aprenderam ao longo desses meses. E contam com a ajuda do Greenpeace Brasil.

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