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Eletronuclear anula licitação de montagem eletromecânica de Angra 3

Andrade Gutierrez, Camargo Correa, Queiroz Galvão, UTC, Techint, Odebrecht e EBE integravam consórcio que executavm contrato envolvido na Lava Jato

A Eletronuclear anulou no último dia 26 de janeiro a licitação para a montagem eletromecânica da usina de Angra 3 (RJ – 1.405 MW), em que se saiu vencedor o consórcio Angramon, formado pelas empresas Andrade Gutierrez, Camargo Correa, Queiroz Galvão, UTC, Techint, Odebrecht e EBE. A anulação foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 30 de janeiro. No aviso de anulação, a estatal informou que indeferiu pedidos de reconsideração apresentados pelas empresas, após análise de processos administrativos para investigar a validade do processo seletivo que resultou na vitória do Angramon.

A licitação para a montagem eletromecânica da usina foi um processo conturbado do início ao fim. O edital da concorrência, em dois pacotes, foi publicado em 2011, mas vários recursos foram interpostos pelas empresas não habilitadas. Em 2013 ele teve o seu valor contestado pelos dois consórcios inscritos, o UNA 3 (composto pelas construtoras Andrade Gutierrez, Norberto Odebrecht e Camargo Corrêa, além da UTC Engenharia) e Angra 3 (formado pela EBE, Techint e Queiroz Galvão) alegando defasagem. O Tribunal de Contas da união também questionou o valor, considerando-o elevado. Em fevereiro de 2014, os consórcios se saíram vencedores. O pacote 1, associado ao circuito primário, foi arrematado pelo consórcio Angra 3 por R$ 1,369 bilhão. Para a montagem dos sistemas convencionais foi selecionado o consórcio UNA 3 pelo valor de R$ 1,752 bilhão. Em junho, foi proposta a fusão desses consórcios, o que resultou em um desconto de 6%.

Denúncias vindas na esteira da Operação Lava Jato sobre irregularidades no contrato trouxeram mais incerteza sobre o contrato. O então presidente da Eletronuclear Othon Pinheiro e executivos da estatal foram presos acusados de corrupção. A falta de fôlego financeiro da Eletronuclear para efetuar os pagamentos fez com que Techint, Queiroz Galvão, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa pedissem para sair do consórcio alegando calote, o que acarretou na paralisação das atividades do canteiro. Na ocasião, a EBE demonstrou vontade de continuar construindo a usina.

Fonte: Canal Energia

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