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‘Precisamos de uma forma sustentável de urbanização’

Bilel Jamoussi, chefe do departamento de grupo de estudos da UIT Em janeiro deste ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a primeira plataforma online para desenvolvedores de cidades inteligentes sustentáveis. O projeto é coordenado pela União Internacional das Telecomunicações (UIT), agência da ONU, e pretende auxiliar a troca de experiências entre desenvolvedores e estudiosos do mundo inteiro.

Em entrevista ao Estado, o chefe do departamento de grupos de estudo da UIT, Bilel Jamoussi, falou sobre a necessidade e a urgência de transformar as cidades em espaços mais inteligentes: “Tornar as cidades inteligentes é atualmente a única forma sustentável para o processo de urbanização que está e ainda deve permanecer em enorme expansão nos próximos anos.”

Em 13 de julho, a UIT, ao lado da IEC (sigla em inglês de Comissão Eletrotécnica Internacional) e da ISO (sigla em inglês de Organização Internacional para Padronização), vai promover em Cingapura a primeira edição do evento World Smart City Fórum. A seguir, os principais trechos da entrevista.

• Qual é a importância das cidades inteligentes no mundo hoje?

A onda de urbanização que começou na segunda metade do século 20 trouxe desafios importantes de sustentabilidade. As cidades atualmente são responsáveis por mais de 70% dos gases do efeito estufa e 60% a 80% do consumo global de energia. Enquanto falamos, pessoas migram para áreas urbanas na esperança de encontrar um emprego melhor e desfrutar de melhor qualidade de vida. As estimativas apontam que, em 2050, cerca de 66% da população mundial estará na cidade. A quantidade crescente de pessoas que migram para as cidades gera congestionamento, coloca pressão sobre recursos limitados e aumenta a demanda por serviços como saneamento, água, saúde e educação. Com os problemas crescentes de urbanização, o conceito de cidades inteligentes surgiu como resposta à óbvia necessidade de criar um modelo sustentável para dar apoio ao aumento da população nas cidades.

• Como deve ser uma cidade inteligente?

No modelo de cidade inteligente, os administradores urbanos precisam aplicar uma abordagem integrada, combinando inovação tecnológica e social, e utilizar as tecnologias de informação e comunicação para melhorar o desempenho de setores como transportes, energia, segurança, saúde e depósitos de lixo. Dessa forma, as transições inteligentes devem oferecer uma infraestrutura urbana, com base nas tecnologias da informação e comunicações, que seja adaptável, confiável, acessível, segura e resiliente, capaz de melhorar a qualidade de vida dos residentes das cidades sem comprometer as necessidades das frituras gerações.

• Quais são bons exemplos nessa área?

Cada vez mais cidades estão se tornando inteligentes. A principal cidade é Dubai, que já opera uma iniciativa para facilitar uma transição completa para cidade inteligente. Cingapura também embarcou numa jornada similar por meio do projeto Nação Inteligente. Recentemente, a índia também anunciou sua Missão de Cidade Inteligente, que identificou 100 cidades de seu território para iniciar o projeto.

• Como funciona a plataforma de desenvolvimento de cidades sustentáveis?

Nessa plataforma, os interessados podem explorar vários fatores e aspectos ligados a transições de cidade inteligente em todo o mundo e trocar ideias, contribuindo assim para o fenômeno internacional das cidades inteligentes. O principal objetivo dessa rede é envolver as partes interessadas numa escala global e estabelecer uma plataforma de rede de alto nível.

• Como surgiu a ideia de criar o projeto?

Inicialmente, UIT, ISO e IEC trabalhavam individualmente em ações sobre cidades inteligentes sustentáveis. Sendo os três órgãos os principais em normas internacionais de desenvolvimento organizacional. Neste ano decidimos combinar nossos esforços e trabalhar em conjunto no sentido de, inicialmente, criar uma forma única de diálogo entre as partes interessadas em cidade inteligente em todo o mundo através de uma comunidade.

• Quem pode participar do projeto?

A comunidade online está aberta a todos os profissionais interessados, no site www.worldsmartcity.org. / M.L.

Fonte: O Estado de São Paulo

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