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Agropecuária responde por 30% das emissões de gases de efeito estufa do País

Dados divulgados hoje em São Paulo demonstram que entre 1990 e 2012 as emissões de gases que causam o efeito estufa cresceram 7% no Brasil. O país passou de um total de 1,39 bilhão de toneladas de carbono equivalente em emissões brutas de gases do efeito estufa, em 1990, para 1,48 bilhão t CO2e, em 2012. Além dos dados gerais, foram analisadas as emissões de cinco setores: agropecuária, energia, mudanças de uso da terra, processos industriais e resíduos.

No período 1990-2012, o setor agropecuário passou de um total de emissões de 303,7 milhões de t CO2e para 440,5 milhões de t CO2e (GWP), um crescimento de 45%.  Considerando a redução das emissões em Mudanças do Uso da Terra, devido à queda dos desmatamentos, a Agropecuária está se tornando a principal fonte de emissões brasileiras e já representa 29,7% das emissões brutas brasileiras em CO2e.

Agropecuário foram consideradas as emissões decorrentes da fermentação entérica dos animais criados; do manejo de dejetos animais; do cultivo de arroz; da queima de resíduos agrícolas e dos solos agrícolas, estas decorrentes da fertilização nitrogenada e de organossolos cultivados.  Não são contabilizadas nesta sessão as emissões relativas à conversão de uso do solo (ex. de florestas pastagens, de um tipo de lavoura em outro), todas incluídas no setor Mudanças do Uso das Terras. Também não foram consideradas as emissões relacionadas à produção de energia, inseridas no setor de Energia.

Clique na imagem para acessar a base de dados

Quando considerada a evolução de cada um dos cinco setores separadamente verifica-se queda de emissões (de 42% entre 1990 e 2012) no setor de Mudanças de Uso da Terra, enquanto nos demais setores há uma tendência nítida de aumento das emissões, com forte pressão do setor de Energia, cujo incremento no período chegou a 126%. Nos setores de Processos Industriais e Resíduos, as emissões aumentaram respectivamente 65% e 64% .

Os dados foram divulgados hoje em evento em São Paulo e fazem parte do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases (SEEG), iniciativa do Observatório do Clima que reúne 35 instituições e organizações não governamentais. A plataforma divulgou um site onde é possível realizar pesquisas e conhecer a metodologia dos trabalhos. Durante as próximas semanas novas informações serão divulgadas.

As Estimativas de Emissões de Gases do Efeito Estufa são realizadas segundo as diretrizes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), com base nos dados do Segundo Inventário Brasileiro de Emissões e Remoções Antrópicas de Gases do Efeito Estufa, elaborado

Oportunidades

Se por um lado o setor agropecuário apresenta preocupação é também o que mais apresenta oportunidade de redução de emissão, especialmente a partir de boas práticas e aumento de produtividade na produção de carne bovina, atividade responsável por 65% das emissões na agropecuária e 19% no total de emissões brasileiras. “É certamente o setor que oferece o melhor custo-benefício para redução de emissões, e que, portanto permite ao Brasil atingir suas metas de curto prazo da forma mais efetiva” afirma Roberto Smeraldi, diretor da OSCIP Amigos da Terra Programa Amazônia Brasileira.

A meta do Brasil, estabelecida pela Política Nacional sobre Mudança do Clima, é reduzir as emissões em 36,1% a 38,9% até 2020 em relação ao que poluiria se nada fosse feito.

Com informações do Imaflora

 

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