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Relatórios enfatizam potencial da eficiência energética em edificações

No último mês, dois relatórios publicados pela Agência Internacional de Energia (AIE) e pelo Conselho Internacional das Associações da Indústria Química (ICCA) ressaltaram a importância de novas tecnologias para a melhoria da eficiência energética em edificações.

O primeiro, do ICCA, intitulado Roteiro de Tecnologias Construtivas (Building Technology Roadmap), revela que produtos da indústria química global têm um papel importante para chegar a grandes reduções nas emissões de gases do efeito estufa (GEEs) no setor de construção, tanto em termos de reduções custo-eficientes no consumo de energia quanto fornecendo tecnologias para descarbonizar a produção energética.

O roteiro se foca em possíveis economias de energia e GEEs de cinco tecnologias construtivas derivadas de produtos químicos: isolamento, tubulação e isolamento de tubulação, vedação de ar, revestimentos reflexivos e pigmentos, e janelas. O ICCA estima que combinar melhorias na eficiência das construções com combustíveis de baixo carbono poderia levar a uma redução de 41% no uso de energia e uma redução de 70% nas emissões de GEEs até 2050.

O ICCA observa que economias de GEEs na Europa, Japão e Estados Unidos a partir do uso de produtos construtivos baseados em químicos podem atingir uma média anual de 600 MtCO2e, o equivalente às emissões do uso anual de eletricidade de 75 milhões de residências.

“Aumentar parcerias e cooperações com a indústria química ajudará a acelerar um progresso importante nesse tópico para o beneficio do meio ambiente, economia e sociedade. Metas climáticas abrangentes, tais como a redução de emissões de GEEs em 50% até 2050, só podem ser atingidas com grandes contribuições de todos no setor de construções”, colocou Russel Mills, diretor global de políticas de energia e mudanças climáticas da Dow Chemical Company.

“Soluções químicas ajudam o setor de construção a cumprir as metas de redução de emissões enquanto contribuem para co-benefícios cruciais, incluindo aumentar empregos locais e competências em nível nacional”, observou o diretor.

Relatorio2 216×300 Relatórios enfatizam potencial da eficiência energética em edificaçõesJá o segundo documento, da AIE, indica como melhorias no invólucro de edificações – as partes de uma construção que formam a principal barreira térmica entre o interior e o exterior – podem reduzir o consumo total de energia do edifício em quase 20%.

O relatório, intitulado Roteiro de Tecnologias de Invólucro de Construções Energeticamente Eficientes (Energy Efficient Building Envelope Technology Roadmap), analisa tecnologias que melhoram o invólucro, como isolamento de alto desempenho, vidros triplos para janelas, controle solar dinâmico e melhor vedação de ar.

A publicação apresenta uma estratégia para mudar a forma como as edificações são construídas ou renovadas, e propõe soluções em longo prazo para limitar o crescimento no uso de energia do setor, que atualmente é responsável por mais da metade do consumo da eletricidade global.

Por exemplo, melhorias no invólucro poderiam reduzir a demanda total de energia para o aquecimento e resfriamento em 2050 no equivalente do atual consumo total do Reino Unido. Para climas quentes, o roteiro mostra como soluções de baixo custo, como coberturas e paredes reflexivas, persianas exteriores e revestimentos e filmes para janelas podem cortar o uso de energia para resfriarmento, que do contrário pode aumentar até 600% nas economias emergentes.

Da mesma forma, em climas frios, projetos de construção otimizados e sistemas avançados de janelas e vidros podem melhorar o aquecimento passivo. No geral, a energia para o aquecimento e o resfriamento podem ser reduzidos em pelo menos 40% através de tecnologias de invólucro eficientes.

Melhorar as novas construções é particularmente importante em economias emergentes, onde mais da metade das edificações que serão necessárias em 2050 ainda devem ser construídas. O roteiro descreve as políticas necessárias para reduzir o custo de edificações com baixo uso de energia e para estimular o uso de novas tecnologias e produtos eficientes.

No caso de países desenvolvidos, a maioria das atuais edificações ainda estará de pé até 2050, e o roteiro fornece um plano para incentivar grandes renovações que podem diminuir o consumo de eletricidade em até 75%.

“Edificações oferecem o maior potencial para economias de energia e GEEs ao mais baixo custo, enquanto fornecem a maior proporção de ganhos locais de emprego por unidade de investimento. A eficiência em edificações é a resposta ideal para as mudanças climáticas que tanto o setor privado quanto o público podem participar”, comentou o diretor global de políticas de energia e mudanças climáticas da Dow Chemical Company.

Fonte: Carbono Brasil

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