O Japão planeja firmar um acordo de compensação de carbono com a Índia, reportou a mídia japonesa, citando fontes anônimas do governo, possivelmente tornando o país do sul da Ásia a maior economia a entrar em um esquema japonês para cortar emissões de gases do efeito estufa.
Os dois devem anunciar os planos para acelerar as negociações sobre o mecanismo bilateral de compensação de carbono do Japão quando o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, receber o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, em Tóquio no início de julho para negociações anuais, relatou a agência de notícias Nikkei na segunda-feira.
Um acordo permitiria às companhias japonesas instalarem tecnologias de corte de carbono na Índia e em retorno receberem créditos sob o Mecanismo de Creditação Conjunta (JCM), que podem ser usados para compensar sua própria pegada de carbono sob a meta de emissões do país ou vendidos ao governo japonês.
O Japão já assinou acordos bilaterais com 11 países, incluindo Costa Rica, Vietnã, Etiópia, Indonésia, Quênia e Mongólia, o que permite que os japoneses terceirizem seus cortes de emissões para nações onde reduzir as emissões de gases de efeito estufa é mais barato.
O Japão está dependendo cada vez mais de combustíveis fósseis para gerar eletricidade depois de ter desativado todas as suas 48 usinas nucleares após o desastre de Fukushima em 2011, e tem encontrado dificuldade para controlar suas emissões de carbono.
Como resultado, o governo japonês no último ano reduziu sua meta de emissões para 2020, dizendo que permitiria que sua produção de gases do efeito estufa aumentasse 3% em relação aos níveis de 1990 até o final da década, em vez de cortá-la em 25% durante o mesmo período.
Por: Autor: Michael Szabo
Tradução: Jéssica Lipinski
Fonte: Reuters






