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FGV lança duas publicações para o setor empresarial sobre serviços gerados pelos ecossistemas à sociedade

Lançamentos serão apresentados pelos pesquisadores do Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) no dia 8 de setembro

O Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Fundação Getulio Vargas, em parceria com o Projeto TEEB Regional Local (TEEB R-L), lança um método inédito para que as empresas possam identificar e gerenciar benefícios culturais intrínsecos aos ecossistemas. O lançamento será apresentado no próximo dia 8, no auditório da CNI (r. Surubim, 504), em São Paulo, a partir das 15h30 – interessados em cobrir o evento entrem em contato com a assessoria de imprensa

A descrição do método desenvolvido pelo Gvces consta na publicação “Diretrizes Empresariais para a Valoração Não Econômica de Serviços Ecossistêmicos Culturais” (DESEC), uma proposta inovadora de diagnóstico dos benefícios diretos e indiretos dos ecossistemas para as culturas e relações sociais, isto é, dos serviços ecossistêmicos culturais (SEC) – a DESEC é resultado do trabalho realizado pelo Gvces, por meio das iniciativas empresariais Tendências em Serviços Ecossistêmicos (TeSE) e Desenvolvimento Local e Grandes Empreendimentos (IDLocal), em conjunto com empresas e especialistas e com a parceria do Projeto TEEB R-L (iniciativa que envolve CNI, MMA e a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável-GIZ).

A alteração de ecossistemas pela atividade empresarial pode impactar significativamente, de forma positiva ou negativa, os fluxos de benefícios imateriais e intangíveis providos pelos ecossistemas para a identidade cultural e estabilidade social de uma dada comunidade. Podemos citar, como exemplos, a identidade e o patrimônio cultural, a identidade espiritual, a beleza cênica e a recreação e o turismo.

A proposta da DESEC é justamente contribuir para que as empresas possam identificar e dimensionar a importância ou valor desses benefícios para as comunidades do entorno, e que estes sejam considerados no planejamento das atuações empresariais no território. “O método proposto pela DESEC tem como objetivo não somente evitar ou reduzir impactos para as populações locais afetadas, mas principalmente ser um recurso de planejamento empresarial para redução de riscos de reputação ou mesmo operacionais, relacionados, por exemplo, à perda da licença social para operar”, diz a gestora da iniciativa TeSE, Natalia Lutti Hummel.

Já a publicação “Valoração Econômica de Serviços Ecossistêmicos Relacionados aos Negócios”, que também será apresentada durante o evento do dia 8, reúne os estudos de casos desenvolvidos em 2015 com empresas que aplicaram as “Diretrizes Empresariais para a Valoração Econômica de Serviços Ecossistêmicos” (DEVESE 2.0 de 2014) – em suas atividades que incluem mineração; certificação orgânica de produtos; florestas ciliares; água e biomassa combustível; matéria-prima e regulação do clima global; tecnologias industriais; recuperação e conservação do solo.

As duas publicações visam ao apoio e à melhoria dos processos internos corporativos e para as tomadas de decisão em negócios que envolvam direta ou indiretamente intervenções em ecossistemas. “Atualmente, a dependência de recursos naturais pelas empresas e o impacto que elas provocam não são contabilizadas em seus balanços, gerando interpretações muitas vezes imprecisas”, acrescenta a gestora Natalia. “Os métodos e os casos publicados têm o objetivo de auxiliar as empresas na valoração econômica das relações da empresa com os ecossistemas para subsidiar o planejamento das empresas e as decisões mais robustas.”

Os projetos testam a aplicabilidade dos procedimentos metodológicos à realidade dos negócios, a demanda de expertise técnica e coleta de dados, a capacitação das empresas membro da TeSE para uso da DEVESE 2.0, a ferramenta de cálculo e, principalmente, criam um conjunto de práticas e experiências para que outras empresas possam vir a utilizar a publicação em futuro próximo. “Os resultados das ações da TeSE colaboram para o fortalecimento de oportunidades e gerenciamento de riscos empresariais, por meio de avaliações de suas relações com serviços ecossistêmicos e da incorporação do capital natural na tomada de decisão de negócios”, diz Luciana Alves, assessora técnica da GIZ, Projeto TEEB R-L.

SERVIÇO

Data: 8 de setembro de 2016, a partir das 15h30

Local: Auditório da CNI

Endereço: Rua Surubim, 504, Itaim Bibi, São Paulo

PROGRAMAÇÃO

15h30 – Credenciamento

16h – Boas-vindas

16h30 – Lançamento das Diretrizes Empresariais para a valoração não econômica de Serviços Ecossistêmicos Culturais (DESEC)

17h – Mesa-redonda: Serviços ecossistêmicos culturais no contexto empresarial

17h50 – Casos empresariais de valoração econômica de serviços ecossistêmicos

18h15 – Encerramento

18h30 – 19h30 – Coquetel

Fonte: FGV

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