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Odebrecht pagou R$ 95 milhões em propina por Petroquímica Suape, dizem delatores

Por contratos bilionários na Petroquímica Suape, a Odebrecht pagou R$ 95 milhões em vantagens indevidas a diretores da Petrobras. Foi o que informaram na delação premiada três ex-executivos da empreiteira, que aparecem nos despachos assinados pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). A documentação foi encaminhada para a Procuradoria da República no Paraná.

Os contratos da Odebrecht na Petroquímica foram de R$ 1,085 bilhão para a construção da planta industrial em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife, e R$ 1,7 bilhão para a Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe). Ao todo, o investimento da Petrobras nos empreendimentos foi de R$ 9 bilhões.

O ex-executivo também acusou o senador Humberto Costa (PT-PE) de receber R$ 591.999 para favorecer a Odebrecht em contrato da empreiteira com a Petrobras. A licitação foi a do chamado projeto PAC SMS, o Plano de Ação de Certificação em Segurança, Meio Ambiente e Saúde da estatal. O delator mencionou ainda uma reunião em julho de 2010 da qual teriam participado o presidente Michel Temer (PMDB) e os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cassado no ano passado, e Henrique Eduardo Alves (PMDB-AL). O petista será investigado pelo Supremo.

Além dele, delataram o esquema na Petroquímica Suape Rogério Santos de Araújo, ex-diretor da Odebrecht Plantas Industriais e Participações, e César Ramos Rocha, também ex-diretor da empresa.

A informação sobre o pagamento de vantagens indevidas no empreendimento também está na delação de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras que já foi condenado na Lava Jato por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em dezembro, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a venda da Petroquímica e da Citepe por US$ 385 milhões, para duas subsidiárias da empresa mexicana Alpek. Um mês depois, 2ª Vara da Justiça Federal de Sergipe suspendeu a venda em caráter liminar, após ação popular. Em fevereiro, porém, uma decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região aprovou continuidade da negociação, que faz parte do programa de desinvestimentos da estatal.

Fonte: Blog de Jamildo

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