you're reading...

Em Português

Projetos ambientais tem novas linhas de crédito

O Ministério do Meio Ambiente e o BNDES anunciaram a liberação de R$ 560 milhões em linhas de crédito para estimular projetos tecnológicos que reduzam emissões de gases de efeito estufa ou inovem na adaptação as mudanças climáticas.  Os empreendimentos podem ser privados, municipais ou estaduais.  Os recursos fazem parte do Fundo Clima, constituído com a verba do ministério obtida pela Participação Especial do Petróleo.

Desse total, R$ 530 milhões serão de linhas reembolsáveis, direcionadas a ações ligadas aos planos setoriais e a projetos de adaptação que tenham potencial de retorno financeiro.  Os tipos de projetos que se enquadram no perfil de empreendimentos requeridos pelo fundo são modais de transporte eficientes, máquinas e equipamentos eficientes, energias renováveis, resíduos com aproveitamento energético, carvão vegetal, e combate a desertificação.

As seis linhas reembolsáveis serão operadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, com juros que variam de 2,5% a 9,5% ao ano.  Os prazos de financiamento podem chegar a 25 anos e variam de acordo com o projeto.  As alíquotas mais baixas serão cobrados nos projetos de maior risco.

Luciano Coutinho, presidente do BNDES, explica que as alíquotas mais baixas serão voltadas para o desenvolvimento de projetos que ainda inexistentes ou pouco difundidos no país.  “Por exemplo, energias solar e dos oceanos são menos desenvolvidas no país do que a eólica e a biomassa.  Por isso, as duas primeiras poderão ter uma taxa de juros menor.  A ideia é criar e desenvolver”, afirmou Coutinho.

Os outros R$ 30 milhões do fundo serão operados pelo Ministério do Meio Ambiente.  São recursos reembolsáveis, para projetos ou estudos e financiamento de empreendimentos que vis em a minimização da mudança climática e seus efeitos.  “Esse fundo é extremamente estratégico, porque baseia-se na inovação tecnológica”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Por: Diogo Martins
Fonte: Valor Econômico 

Newsletter

Banners



Outros Sites

Parceiros