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Petrobras, Bradesco e Itaú perdem valor

A marca da Petrobras perdeu mais de 20% de seu valor no ano passado, em relação a 2010, de maneira que grupos internacionais de outros setores – empresas desconhecidas no país e de relativa importância econômica – como as varejistas H&M, Home Depot e o site ebay – passaram a valer mais, em termos de peso da marca, do que a maior companhia brasileira.

Relatório mundial que será divulgado hoje pela empresa de pesquisa de mercado Millward Brown mostra que o valor da marca da brasileira encolheu de US$ 13,4 bilhões em 2011 (relativo a 2010) para US$ 10,5 bilhões em 2012 (relativo a 2011), queda de 21,6%. Com isso, a companhia perdeu 14 colocações – da 61ª para a 75ª, a maior redução desde que a empresa entrou no levantamento mundial, três anos atrás. A Millward Brown publica anualmente o ranking das 100 marcas mais valiosas do mundo.

Bradesco e Itaú, os únicos dois bancos brasileiros presentes no relatório relativo a 2010, não fazem mais parte do ranking. É a primeira vez que as duas instituições financeiras saem do levantamento desde que entraram na análise global. O Itaú esteve no ranking por dois anos (2009 e 2010) e o Bradesco, por três anos (2008, 2009 e 2010).

“A Petrobras encolheu por diversas razões que pesam no cálculo do valor de marca, como o valor de mercado, que diminuiu na estatal, e o resultado financeiro da empresa, com alguns indicadores que pioraram em 2011”, disse a Aurora Yasuda, diretora de negócios da Millward Brown no Brasil. A Petrobras sofreu redução de 5% no lucro em 2011. Outro indicador que influencia no cálculo, o “valor de contribuição da marca” (aquilo que a população entende como positivo a respeito da empresa) atingiu o nível mais baixo (nota 1) na escala de 1 a 5 no ano passado.

No caso dos bancos, a perda de posição teve a ver com a entrada de novas empresas no ranking mundial, reflexo da melhoria de desempenho de algumas multinacionais em relação a 2010 – ano em que elas perderam mais espaço no ranking. “Os bancos saíram menos por um problema específico com eles e suas marcas, e mais pelo fato de termos um volume alto de novos entrantes, como Volkswagen e Chevron “, disse Aurora.

Para a executiva, “é mais fácil entender a entrada de Bradesco e Itaú no ranking como algo pontual, do que acreditar que a saída deles tem a ver com perda de valor”. Em 2010, as duas instituições ocupavam posição no ranking em que o último colocado somava valor de marca de US$ 8,4 bilhões. No ranking relativo a 2011, os bancos não estão e a 100ª marca soma valor de US$ 7,6 bilhões.

O relatório mostra ainda que a Apple continua, pelo segundo ano consecutivo, a ser a empresa com a marca mais valiosa do mundo (US$ 182,9 bilhões) seguida por IBM (US$ 115,9 bilhões), Google (US$ 107,8 bilhões), McDonald”s (US$ 95,1 bilhões) e Microsoft (US$ 76,6 bilhões). As 100 maiores marcas somaram valor de US$ 2,39 trilhões em 2011, montante 0,4% superior sobre o ano anterior.

Entre as dez maiores, quatro são da área de tecnologia, três de telefonia e as três restantes pertencem ao setor de bens de consumo não duráveis (McDonald”s, Coca-Cola e Marlboro). O destaque do relatório relativo a 2011 foi o Facebook, que subiu 16 posições (passou da 35ª para a 19ª colocação). O valor da marca pulou de US$ 19,1 bilhões para US$ 33,2 bilhões.

Por: Adriana Mattos
Fonte: Valor Econômico 

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