Enquanto tenta vender ativos para fazer caixa, especialmente a elétrica MPX, o empresário Eike Batista ainda não sacou recursos de uma linha de crédito de US$ 1 bilhão que o BTG Pactual colocou à disposição do grupo EBX.
A linha tem como garantia ativos reais do grupo que geram caixa e poderá ser usada a qualquer momento, a critério do empresário, segundo fonte de mercado. O valor pode ser sacado integral ou parcialmente e não tem destino certo.
Uma das possibilidades seria destinar esses recursos ao pré-pagamento de dívidas com os bancos. Esse seria o desejo de parte dos credores. As empresas de Batista devem mais de R$ 5 bilhões ao Itaú Unibanco e outros R$ 5 bilhões ao Bradesco. Caixa e Banco do Brasil também são credores do grupo, com menos de R$ 2 bilhões cada. O BTG tem a receber cerca de R$ 1,6 bilhão, sem contar a linha de US$ 1 bilhão.
Com a forte queda de ações das empresas do grupo nas últimas semanas, os colaterais de algumas dívidas ficaram descobertos.
O empresário tem se reunido com os bancos credores para tentar engajá-los no projeto de recuperação do grupo, que conta com a parceria do BTG, fechada há duas semanas. A ideia do empresário é convencê-los a não cobrar as dívidas e até mesmo ampliar a exposição ao grupo, com crédito e, eventualmente, capital.
Se conseguir vender ativos rapidamente, Batista poderá não precisar da linha do BTG. Além da venda do controle da MPX Energia para o grupo alemão de energia E.ON, também estaria no radar a venda de 12 blocos de petróleo da OGX. Ontem, a MPX comunicou oficialmente o mercado sobre a possibilidade de venda das ações do controlador.
Chamada de “stand by facility”, a linha aberta pelo BTG é parecida com a que foi oferecida pelo banco, no ano passado, à Suzano. Na ocasião, o BTG deixou em aberto um crédito de até R$ 2 bilhões que a companhia de papel e celulose poderá sacar, em parcelas, até março de 2014, se precisar de recursos para fazer frente a seu programa de investimentos.
Fonte: Valor Econômico







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