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Ecosystem Marketplace: Seguros para as negociações de carbono

Embora o uso de seguros no cenário dos créditos de carbono para cobrir a não entrega de créditos e os riscos relacionados aos preços não seja novidade, apenas muito recentemente as seguradoras têm expandido sua cobertura para riscos políticos para projetos de créditos de carbono – com os pioneiros sendo principalmente do cenário voluntário.

Além de seu trabalho apoiando o investimento Terra Global Capital (TGC) no projeto de REDD Oddar Meanchey no Camboja – no que foi o primeiro estágio para incluir o risco político em um seguro a ser usado em um projeto de carbono florestal –, a Corporação para Investimentos Privados Internacionais (OPIC) está procurando apoiar outros projetos de REDD e manejo florestal sustentável, incluindo novas perspectivas na Colômbia, Brasil e Indonésia. Além das florestas, a OPIC também tem segurado projetos solares e eólicos de compensação como parte de seu foco mais amplo em recursos renováveis.

A Agência Multilateral de Garantia de Investimentos do Banco Mundial (MIGA) também oferece seguros contra riscos políticos, tendo recentemente segurado um projeto de compensação de carbono pela primeira vez na Costa Atlântica da Nicarágua, onde a EcoPlanet Bamboo (EPB) vem desenvolvendo um projeto de reflorestamento de bambu que é duplamente validado pelo Verified Carbon Standard (VCS) e pelo Climate, Community, and Biodiversity Standard (CCB).

“Uma vez que tenhamos seguros para risco político, você pode acabar com o argumento do risco, pois o custo em capital cairia”, diz Troy Wiseman, CEO e co-fundador da EPB, observando que inicialmente foi atraído pela cobertura de risco político da MIGA devido à sua capacidade de reduzir a taxa de juros. “A taxa caiu para nós em cerca de 40%.”

Wiseman observa que ter a MIGA no contrato reduz, em primeiro lugar, o risco de que expropriação ocorra. A seguradora da MIGA Gloriana Echeverria afirma que isso é em parte porque o governo nicaraguense é um acionista da MIGA, o que significa que literalmente investiu em seu desempenho.

“Isso reduz a chance de expropriação porque o governo provavelmente não interferirá em um projeto que tenha a MIGA – e, portanto, o Banco Mundial – como seu parceiro”, declarou ela. “Nós nos envolvemos em mais de 100 casos nos quais o investidor tem um certo problema com a interferência do governo. A MIGA pode mediar entre o governo e o investidor para chegar a uma solução que deixará ambas as partes satisfeitas.”

O Ecosystem Marketplace está se preparando para passar da coleta de dados para a redação de relatórios, a fim de trazer a você o State of the Forest Carbon Markets deste ano e estrear na documentação dos sobre projetos de fogões. Se você ainda não respondeu e deseja participar tanto da pesquisa de carbono florestal quanto de fogões, por favor notifique Daphne Yin.

Fonte: Carbono Brasil

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