
Enquanto ocorre o maior evento esportivo do mundo, a Olimpíada no Rio de Janeiro, organizações e atletas se juntam para estipular uma meta a não ser batida: o aumento de 1,5 graus Celsius de temperatura do planeta decorrente das emissões que causam o aquecimento global.
A iniciativa chama atenção para os resultados do estudo lançado pelo Observatório do Clima nesta segunda-feira (8). Segundo o Mais Longe do Pódio – Como as Mudanças Climáticas Afetarão o Esporte no Brasil um aumento de temperatura colocaria ainda mais em risco a saúde dos atletas. Já nesta edição, por exemplo, os seis jogos de futebol da Arena da Amazônia, em Manaus, foram remanejados para as 18h devido ao forte calor das 13h, horário previsto inicialmente.
Hoje a prática de esportes é associada à saúde e até isso corre risco, por causa da poluição do ar. Como o volume respiratório aumenta durante os exercícios, o atleta – profissional ou amador – pode tragar mais dióxido de enxofre, particulados finos e outros compostos que provocam danos imediatos aos pulmões. Especializado em atividade física adaptada, Luzimar Teixeira, da Escola de Educação Física e Esporte da USP, prevê uma geração relativamente jovem de ex-atletas com problemas respiratórios graves, como se fossem doenças laborais.
Divulgada pelas redes sociais pela #1o5C, a campanha chama todos para que pressionem governos e empresas garantindo que a meta estipulada pelo Acordo de Paris seja cumprida. O acordo foi negociado em dezembro de 2015 e os países devem assegurar “os esforços para limitar o aumento da temperatura a até 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, reconhecendo que isto vai reduzir significativamente os riscos e impactos das alterações climáticas” E não são só os atletas que sofrem os impactos do clima. Os 15 anos mais quentes já registrados ocorreram neste século. O ano passado foi o mais quente desde o início das medições e tudo indica que em 2016 teremos um novo recorde. Se continuarmos neste ritmo, enfrentaremos problemas cada vez mais graves de abastecimento de água e produção de alimentos, além da maior disseminação de epidemias transmitidas por mosquitos.
Fazem parte da iniciativa o Observatório do Clima – rede de 40 organizações da sociedade civil formada para debater as mudanças climáticas no contexto brasileiro, o Fórum de Países Vulneráveis ao Clima (CVF, na sigla em inglês), Gestão de Interesse Público (GIP) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
Leia Mais Longe do Pódio – Como as Mudanças Climáticas Afetarão o Esporte no Brasil
Empenho Olímpico
Para manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C, reduções significativamente maiores de emissão de gases de efeito estufa precisam acontecer nos próximos 35 anos. Isso significa eliminar todo o desmatamento e trocar combustíveis poluentes por energias limpas. Isso implica, por exemplo, eliminar os subsídios aos combustíveis fósseis.
Como ajudar
Para entrar para o time você pode acessar e divulgar o site da campanha: www.observatoriodoclima.eco.br/umpontocinco/ . Lá encontrará materiais de divulgação e poderá tirar uma foto com o 1,5 na mão para postar nas redes sociais. Acompanhar o tema e pressionar governos e empresas também faz a diferença.
Observatório do Clima
OC é uma rede de 40 organizações da sociedade civil – entre elas a Amigos da Terra – Amazônia Brasileira – formada para debater mudanças climáticas no contexto brasileiro e dedicada a lutar por mais ambição no combate às emissões e nas medidas de adaptação da sociedade. Desde 2013, publica anualmente os dados de emissões do Brasil, por meio do SEEG (Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa).
Fonte: Eco-Finanças
Com informações do Observatório do Clima






