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35 mil assinaturas entregues ao presidente

No dia em que o Acordo de Paria começa a valer, ONGs entregam assinaturas pedindo que o governo não apoie a energia vinda do carvão.

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Hoje, 4 de novembro, o Acordo de Paris entra oficialmente em vigor, com o objetivo de conter as mudanças climáticas. Aproveitamos a data e levamos para o Palácio do Planalto, em Brasília, as 35 mil assinaturas da petição Carvão Não. Enviamos também esta imagem acima, que representa cada uma das pessoas que se engajou na campanha.

A petição entrou no ar há uma semana, contou com apoio de outras organizações como a WWF-Brasil e a Uma Gota no Oceano. O texto pede para que Michel Temer vete o artigo 20 da Medida Provisória (MP) 735, que incentiva o uso do carvão para a geração de eletricidade. A MP foi aprovada em outubro no Congresso Nacional e agora espera a aprovação ou não do presidente.

“O grande número de assinaturas que conseguimos em apenas uma semana mostra que a população não aceita incentivos a uma fonte de energia tão cara e poluente quanto o carvão”, diz Pedro Telles, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

O carvão mineral responde por quase um terço das emissões de CO2 do planeta e agrava o aquecimento global. Além disso, provoca milhares de mortes que poderiam ser evitadas. Ao prever a criação de novas térmicas a carvão, a medida vai contra o Acordo de Paris. E, portanto, pode causar grande constrangimento ao Brasil na 22ª Conferência do Clima, que começará segunda-feira em Marrakesh, no Marrocos.

“A entrada em vigor do Acordo de Paris é uma data extremamente simbólica. O Brasil não pode assumir uma posição a favor da redução das emissões no cenário internacional e, ao mesmo tempo, apoiar um projeto de incentivo a carvão”, comentou André Nahur, coordenador do programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil.

Ainda de acordo com ele, o incentivo ao carvão é algo que impacta todo o planeta. “O relatório da UNEP divulgado nesta quinta-feira enfatizou mais uma vez que ainda precisamos aumentar em muito o nosso esforço para cumprir o Acordo de Paris. Investir em novas térmicas é ir na contramão desse movimento”, continua André.

O prazo para Temer vetar ou não o artigo é de 15 dias após o recebimento da aprovação do Congresso. Assim, o presidente tem até o dia 17 de novembro para tomar a decisão se suja ou não a matriz elétrica brasileira. Enquanto isso, nós continuaremos fazendo pressão para o veto, levando ao Palácio do Planalto mais assinaturas nas próximas semanas.

Fonte: Greenpeace

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