Os bancos estrangeiros podem não ter capital suficiente no país para brigar de igual para igual com os nacionais, mas já provocaram barulho em algumas das operações nas quais se envolveram.
A mais ruidosa foi a tentativa de emissão de R$ 650 milhões em debêntures da Rodovias do Tietê, concessionária que administra 406 quilômetros de estradas no interior de São Paulo. A operação, que marcaria a estreia do Barclays no Brasil, acabou fracassando por falta de demanda e em meio a questionamentos jurídicos. A emissão seria originalmente realizada por um consórcio de cinco bancos, mas a empresa optou por rescindir o compromisso e contratar o Barclays. No final, a operação acabou nas mãos do BTG Pactual.
O mesmo BTG acabou derrotado pelo J.P. Morgan em uma concorrência realizada pela Prefeitura de São Paulo para uma captação no mercado de R$ 500 milhões. A diferença entre a comissão oferecida pelos bancos foi de apenas 0,005 ponto percentual.
O Goldman Sachs também tentou emplacar uma operação diferenciada: uma emissão de debêntures conversíveis do frigorífico Minerva. Os papéis, porém, não encontraram demanda no mercado e a maior parte foi adquirida pelos próprios controladores da companhia.
O Minerva também protagonizou recentemente a primeira emissão de debêntures que atende aos requisitos da lei que isenta de imposto de renda o investidor estrangeiro. Mas a operação, que foi realizada pelo Morgan Stanley, foi usada apenas como um meio de trazer recursos de uma emissão de bônus no exterior, aproveitando uma brecha legal.
Fonte: Valor Econômico







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