
A lama varreu o subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana, no interior de Minas Gerais
A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu nesta terça-feira (23) o primeiro inquérito do rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, em novembro do ano passado, em Mariana (MG). Sete pessoas foram indiciadas por crime de homicídio qualificado pelo dolo eventual, inundação e poluição de água potável, de 17 vítimas fatais e de duas pessoas que ainda continuam desaparecidas. O inquérito está sendo conduzido pelo delegado Rodrigo Bustamante
Foram indiciados o diretor presidente da Samarco, Ricardo Vescovi de Aragão, o diretor de Operações, Kleber Luiz de Mendonça Terra, o gerente geral de Projetos, Germano Silva Lopes, o gerente de Operações, Wagner Milagres Alves, o coordenador de Planejamento e Monitoramento, Wanderson Silvério Silva, a gerente e Geotecnica e Hidreologia, Daviele Rodrigues da Silva, além do engenheiro responsável pela declaração de estabilidade da barragem de Fundão, da empresa VogBR, Samuel Santana Paes Lourdes.
De acordo com o delegado Rodrigo Bustamante, a causa do rompimento da barragem foi “liquefação”, que ocorreu junto aos rejeitos arenosos que suportavam os “alteamentos” (levantamento para aumento da capacidade de armazenamento), realizados na área esquerda da barragem, onde foi feito um desvio na forma de um “s”, abrangendo toda a extensão do recuo, e causando o rompimento.
Por: Carlos Eduardo Cherem
Fonte: UOL Notícias






