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Protesto cobra casas para atingidos por Fundão

Para Ministério Público, Samarco descumpre direitos de vítimas Integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) protestaram na manhã de ontem na rodovia MG-262, na altura do município de Acaiaca, na Zona da Mata mineira. A manifestação cobrou moradias para os atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, em Mariana (MG).

Na última semana, o Ministério Público de Minas Gerais afirmou que a Samarco descumpriu a garantia de direitos dos atingidos pelo desastre, no distrito de Bento Rodrigues, e entrou com nova ação na Justiça pedindo que a mineradora pague valor estimado em R$ 1 milhão a 105 famílias.Em 5 de novembro do ano passado, a estrutura de Fundão se rompeu, despejando mais de 35 milhões de metros cúbicos de rejeitos no meio ambiente. O desastre causou 19 mortes. Em Mariana e Barra Longa, 369 pessoas tiveram suas casas atingidas.

Cerca de cem pessoas participaram da manifestação, que impediu parcialmente o tráfego na MG-262. Eles cobraram da Samarco uma solução para as terras que estão cobertas pela lama. O protesto chamou a atenção ainda para a estabilidade das barragens da mineradora.

– Hoje existe uma preocupação das famílias de Barra Longa a respeito de uma rota de fuga no caso de um novo deslocamento de lama, fruto do período chuvoso, ou no caso de um novo rompimento de barragem – disse Pablo Dias, membro da coordenação do MAB em Minas.

Em nota, a Samarco informou que o local onde a nova sede do distrito será construída já foi definido com os moradores, e que o cronograma está sendo cumprido. Segundo a mineradora, as casas devem ser entregues até 2019. Ainda conforme o texto, a destinaçâo da área de Bento Rodrigues é um assunto que vem sendo discutido pela comunidade, prefeitura de Mariana, Ministério Público e Samarco, e que não há ainda decisão sobre o tema.

A Samarco disse que instalou sistema de alerta por sirenes em Barra Longa e em distritos de Mariana. Em março, equipes da Defesa Civil de estado e municípios fizeram, com a empresa, uma simulação de emergência com a população.

Fonte: O Globo

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