you're reading...

Em Português

Um pequeno passo em direção aos ônibus limpos

Prefeitura informa que edital da licitação dos ônibus de São Paulo terá metas de redução de poluentes mas, nos bastidores do poder, elas ainda correm risco

Após a pressão pública, o secretário municipal de Transportes de São Paulo, Sérgio Avelleda, informou que o novo edital de licitação das linhas de ônibus terá metas claras que garantam o fim do uso do diesel no transporte público da capital.  A declaração inédita, registrada em ata, ocorreu durante a audiência com a 5° Promotoria de Justiça do Meio Ambiente da Capital, na qual participaram o Greenpeace e a Secretaria do Verde e Meio Ambiente.

Sem dúvida é um avanço, pois a licitação é determinante para apontar os tipos de veículos que vão circular nas ruas nos próximos 20 anos. Mas é preciso vigilância: as metas correm o risco de serem insuficientes em função de lobby e de interesses privados que serão contrariados.

Um exemplo é o projeto de lei do vereador Milton Leite (DEM) que está para ser votado em breve na Câmara Municipal. Apesar de a Lei do Clima de Sao Paulo determinar, desde 2009, que toda a frota de ônibus rode apenas com combustível 100% renovável a partir de 2018, o vereador quer nos manter amarrados ao diesel até 2037, ou seja, por mais 20 anos, atropelando a Lei do Clima, e indo na contramão de países como Noruega, França, Alemanha e Reino Unido, que já estabeleceram o fim dos veículos a diesel para a próxima década.

O Greenpeace vem mostrando que a transição para combustíveis renováveis é necessária e urgente, uma vez que cerca de 4 mil pessoas morrem todos os anos na cidade de São Paulo em decorrência da poluição gerada pelos ônibus. Além disso, a adoção dos veículos elétricos é viável e um grande estímulo econômico e tecnológico para a cidade, como já demonstramos.

Continuamos monitorando as ações das secretarias e da Prefeitura a fim de garantir uma cidade livre de poluentes e mais saudável para a população. Apoiamos uma transição eficiente e rápida, dada a urgência do tema e já demonstramos que ela pode ser feita num curto espaço de tempo.

Fonte: Greenpeace

Newsletter

Banners



Outros Sites

Parceiros